domingo, 24 de maio de 2026

Assista o documentário O milagre da volta às pistas - A história do Augusto Carinelli

 


Feliz 7Play, produziu uma série documentários de atletas  chamada "Meu Maior Propósito" e em parceria com a Hope Media Internacional, uma produtora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Hoje nós iremos conhecer o documentário "O milagre da volta às pistas" que conta a história de Augusto Carinelli, um piloto que transformou o sofrimento em missão. Mesmo começando no automobilismo mais tarde do que a maioria, Augusto provou, com coragem e disciplina, que nunca é tarde para correr atrás de um sonho e que a verdadeira vitória não acontece só na linha de chegada, mas também na forma como a gente se levanta.Após um grave acidente no Turismo Carretera, os envolvidos saíram com vida. Os carros ficaram destruídos, mas a fé e a vontade de viver falaram mais alto. Augusto foi hospitalizado, passou por recuperação, recebeu alta médica e hoje está pronto para voltar a fazer o que nasceu para fazer: correr. Para ele, essa volta tem um significado claro: mais um milagre de Deus em sua vida e um lembrete de que propósito sustenta o coração quando a força falha.

Assista o documentário O milagre da volta às pistas 

sábado, 23 de maio de 2026

Dark Horse: Quando um filme político é vendido como cristão

Nos últimos dias, alguns portais de notícias cristãs e páginas voltadas ao público evangélico passaram a divulgar Dark Horse como se a produção estivesse naturalmente inserida no universo do cinema cristão. A associação parece acontecer por alguns fatores óbvios: a presença de atores conhecidos do público religioso, a participação de nomes ligados a produções de temática bíblica e o discurso frequentemente associado à fé. Mas existe uma questão que merece ser feita com clareza: Dark Horse não é um filme evangélico. Tampouco é um filme cristão em seu conteúdo central.

A produção é uma cinebiografia política focada na ascensão de Jair Bolsonaro, apresentada em formato dramático e de thriller político. A própria descrição do projeto aponta para uma narrativa construída em torno de sua trajetória política, campanha eleitoral e acontecimentos ligados ao período eleitoral brasileiro.

Existe uma diferença importante entre um filme que possui personagens religiosos e uma obra cujo propósito é comunicar valores cristãos. Filmes cristãos geralmente apresentam temas como redenção, transformação espiritual, perdão, graça ou conflitos de fé. Em Dark Horse, o eixo da narrativa não é o Evangelho; é a política.

O problema surge quando determinados setores passam a tratar qualquer produto que utilize linguagem religiosa como se automaticamente pertencesse ao campo cristão. Isso cria uma confusão perigosa: transforma símbolos de fé em ferramentas de identidade política.

O cristianismo não foi criado para funcionar como plataforma eleitoral. O Evangelho não nasceu para servir candidatos, partidos ou projetos de poder.

Talvez por isso o paralelo com a série O Conto da Aia seja inevitável.

Em O Conto da Aia, os comandantes da República de Gilead não são homens de fé genuína; são homens de poder que aprenderam a usar a linguagem religiosa como instrumento de autoridade. Eles selecionam partes da Escritura, transformam fé em aparato político e utilizam o discurso espiritual para legitimar projetos pessoais.

O ponto mais perturbador daquela narrativa nunca foi a religião em si. Foi sua instrumentalização.

A semelhança não está em afirmar que políticos brasileiros sejam equivalentes aos personagens de Gilead. O paralelo está em outro lugar: no mecanismo.

O mecanismo é simples, primeiro, a fé deixa de ser uma convicção espiritual; depois, torna-se identidade de grupo; por fim, converte-se em ferramenta política.

Quando isso acontece, o discurso religioso começa a servir menos para apontar para Cristo e mais para produzir lealdade.

Cristãos historicamente apoiaram candidatos dos mais variados espectros políticos. Isso não é novidade. O problema aparece quando a fronteira desaparece e o político passa a ocupar um lugar quase messiânico.

Quando portais cristãos promovem um filme político como se fosse cinema cristão, a pergunta que fica é: estão divulgando uma obra de fé ou fortalecendo uma narrativa ideológica?

Porque existe uma diferença enorme entre assistir a um filme sobre política e receber esse filme como uma extensão do próprio Evangelho.

E talvez essa seja a questão principal: Cristo nunca pediu seguidores para transformar políticos em salvadores.

Ele já ocupou esse lugar. Concorda ou discorda deixe o seu comentário 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Agora estamos no Instagram!


O CineCristao agora possui sua própria página no Instagram, através do @cinecristao.oficial  siga-nos! É possível também ingressar na página através do acesso na lateral direito no ícone do "instagram". 

A ideia é criar reels sinopse dos filmes que serão publicados em nosso blog e também publicar filmes antigos que já estão no blog e fizeram muito sucesso! 

"Evangélicos: um sucesso não tão angelical?" documentário da TV Francesa critica os evangélicos


Uma reportagem exibida pela emissora pública francesa France Télévisions, através do programa Envoyé Spécial, provocou forte repercussão entre líderes e organizações cristãs na França. O documentário, intitulado “Evangélicos: um sucesso nem tão angelical?”, apresentou uma visão crítica sobre o crescimento das igrejas evangélicas no país e levantou discussões sobre liberdade religiosa, preconceito e secularismo na sociedade francesa. A perseguição do Estado Francês a religião evangélica no qual já  existe um histórico desde a época da reforma, inclusive com incentivo da Rainha Catarina de Médici, a "Rainha Margot", 

A produção de 52 minutos acusou igrejas evangélicas de utilizarem “técnicas de controle”, estratégias de marketing religioso, promessas de cura divina e discursos considerados ultraconservadores. A reportagem também relacionou o crescimento evangélico ao declínio da frequência na Igreja Católica, afirmando que muitas comunidades estariam adotando modelos inspirados nas megaigrejas norte-americanas.

O documentário acompanhou cultos, batismos e entrevistas com membros de igrejas, incluindo a Igreja Martin Luther King, uma das maiores comunidades evangélicas da França. Em diversos momentos, o programa utilizou uma abordagem crítica ao retratar práticas de oração, evangelização e aconselhamento pastoral.

Entre os pontos mais polêmicos da reportagem esteve o uso de câmera escondida durante uma conversa privada entre uma repórter e um pastor. Na gravação, o líder religioso orienta a jornalista — que se apresentou como lésbica interessada no Evangelho — a viver uma vida de celibato e proximidade com Deus, declaração posteriormente apresentada pela emissora como exemplo de posicionamento conservador.

Outro aspecto abordado foi a atuação de influenciadores cristãos nas redes sociais. Um criador de conteúdo com centenas de milhares de seguidores no TikTok foi citado pela reportagem por defender posições religiosas consideradas “radicais” pela produção.

A exibição provocou reação imediata das principais entidades protestantes francesas. A Federação Protestante Francesa criticou o programa por apresentar “generalizações preconceituosas” e acusou a emissora de ignorar a diversidade existente dentro do movimento evangélico francês.

Segundo Christian Krieger, presidente da federação, a reportagem adotou métodos jornalísticos questionáveis e construiu uma visão reducionista sobre as igrejas evangélicas, deixando de mostrar o trabalho social, comunitário e espiritual desenvolvido por milhares de cristãos no país.

O Conselho Nacional dos Evangélicos da França também divulgou nota pública afirmando que o documentário representa “um ataque direto ao protestantismo evangélico e à fé cristã como um todo”. A entidade acusou o programa de reforçar estigmas e alimentar preconceitos contra cerca de 1,2 milhão de evangélicos franceses.

Os líderes evangélicos ressaltaram ainda que o crescimento do movimento na França ocorre em meio a um cenário fortemente marcado pela laicidade estatal. Para muitos cristãos franceses, parte da mídia e das autoridades políticas estaria ultrapassando limites ao tratar manifestações religiosas tradicionais como ameaça social ou extremismo.

Apesar das críticas à reportagem, alguns pastores reconheceram que existem casos isolados de abusos e distorções dentro de determinadas comunidades religiosas, mas afirmaram que tais situações não podem ser usadas para rotular todo o movimento evangélico.

Nos últimos anos, o número de igrejas evangélicas na França cresceu significativamente, impulsionado principalmente por comunidades africanas, latino-americanas e grupos jovens urbanos. Esse crescimento tem ampliado o debate sobre identidade religiosa, secularismo e liberdade de expressão em uma das nações mais laicas da Europa.

O episódio também reacendeu discussões sobre o papel da imprensa pública ao abordar temas religiosos e sobre o desafio de equilibrar investigação jornalística com respeito à diversidade de fé e à liberdade religiosa.